Estilo com Infomação

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Vintagisses, curiosidades, costumes,burlesco, divas, mate a saudade ou conheça o que não viveu..

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A magia em Pitágoras, Platão, etc

Num sei porque eu gosto tanto desses desenhos antigos com os símbolos geométricos..parece tão místico, como algo secreto a ser revelado. Mas Pitágoras levou tão a sério que teve até uma seita sobre esses assuntos e relacionou os números e a música com a divindade.


Máxima pitagórica

A evolução é a lei da vida
O número é a lei do universo
A unidade é a lei de deus




Um pouco de numerologia cabalística

Aonde quer que a nossa vista alcance lá estão o Número e a mão geometrizante cristalizados na forma. [22 ÷ 7 = 3,142857... A divisão de 22 por 7 dá uma dízima periódica na qual a soma dos algarismos do período é igual a 27 (1 + 4 + 2 + 8 + 5 + 7). Platão ensina no Timeu (e eu apresentarei resumidamente) que Deus combinou Três Substâncias em Uma, e dividiu esse Todo – composto pelo Mesmo, pelo Outro e por uma Terceira Essência – em tantas porções de acordo com SETE etapas, das quais a PRIMEIRA é uma parte do Todo e a última (aSÉTIMA) é 27 vezes a PRIMEIRA.].

Precisamente o número 5 haveria de estar na mão do Homem! Terra, Água, Ar, Fogo e Éter ou Espírito. Por isso, se o Homem é o todo, dentro da ordem da Natureza seu número representativo deverá ser o 5, e a figura geométrica que o caracteriza é a Estrela Pentagonal.

...........




Como tudo começou, já dizia o Grande Axioma Hermético ", como acima, assim abaixo"


Primeiro é o  (ponto), Mônada , Bythos (profundidade), o Pai desconhecido e ovetbare. Então (Triângulo), Bythos e o primeiro par emanado ou Duaden , Nous (Mente) e sua Syzygy Aletheia (verdade). 
Em seguida, o (quadrado), o dualista Duaden Tetraktys ou quaternário , dois do sexo masculino Logos (Palavra) e anthropos (homem), duas mulheres, sua syzygier, Zoe (Vida) e ekklesia (igreja ou congregação), sete ao todo .Triângulo, Espírito potencialidade ; quadrado, Matéria potencialidade : a linha vertical, Espírito Poderes e da Matéria Horizontal, Potência .

Em seguida, vem o pentagrama, pentad [número cinco], Manasaputrornas ou Sabedoria Filhos símbolo místico, que juntamente com a sua syzygier faz 10, ou Década , e por último de todos os triângulos Hexalfan ou fusão Hexaden [hexagrama], que com sua syzygier fazendo 12 ou Dodekaden [12 crosstalk]. Tal é Plêrômas conteúdo ou plenitude, as idéias na Mente Divina , apesar de tudo, 28 para Bythos ou pai não está incluído, como é a raiz de tudo. 

Os dois pequenos círculos dentro do Pleroma é sizígia Christos Pneuma (Cristo e do Espírito Santo). Estes são próximos -emanações, e como tal, simboliza um aspecto do Espírito descer para educar e desenvolver a matéria, que , essencialmente, desenvolvido a partir da mesma fonte, e de outro aspecto Kumar A descida ou encarnação ou humanidade Eu Superior. Círculo Plêrômas está associada um raio que emana Bythos (ponto), isso é chamado de Hórus (limítrofe), Staurus (Stam, pilha ou Cruz) e Metaecheus .......... (Participante): exclui pleroma (ou plenitude) de Hysteréma (a inferior ou incompleto), a maior do círculo menor, não-manifesto do Manifesto. Dentro Hysterémas Circle é Praças matéria original, ou caos, emanerad de Sophia, chamados Ektroma (ou nanismo).

 Acima disso há um triângulo, o espírito original , chamado Plêrômas Geral de frutas ou de Jesus, por tudo o pleroma mostra-se como uma unidade. Observe como o triângulo e o quadrado do Hysteréman é um reflexo do Plêrômas triângulo e quadrado.Por fim, a superfície do papel, que envolve e penetra todos SiGe (silêncio).




A figura mais perfeita triangular, ou seja, o triângulo retângulo. Na imagem a produção da Tetraktys pitagórica era um triângulo que contém 10 Yods.




Pleroma de Valentino







sábado, 16 de julho de 2011

Teoria da Reminiscência



Muitas pessoas ainda não dão o valor merecido ao trabalho artesanal, " o feito-a- mão", talvez por falta de informação, mas é bom saber que quem tem o dom para desenvolver habilidades de cortar pedaços de tecidos num padrão geométrico como no quilting, patchwork, ou até mesmo um alfaiate com suas peças do vestuário, todos que se prestam a construção de alguma coisa esta praticando não só uma ato filosófico, transcendental como também um ato extremamente científico e de alta relevância matemática. Não é por acaso que essas atividades estão sendo estudadas por pesquisadores do mundo todo.


Leiam esse diálogo e reflitam mais sobre a geometria como ferramenta capaz de despertar para as grandes verdades eternas e a relação com o auto-conhecimento progressivo e gradual para quem o exercita.

(....)

Ménon é um dos diálogos de Platão, que coloca Sócrates em diálogo com o estudante Ménon, o qual pretende que Sócrates lhe explique o que é a virtude. Numa certa passagem do diálogo, Ménon pede ao mestre que lhe explique a razão da sua opinião sobre a aprendizagem. Platão, através de Sócrates, propõe que nada aprendemos, mas apenas nos recordamos de conceitos que já sabíamos através da nossa alma. Neste diálogo, Sócrates passa a demonstrar essa afirmação usando conceitos matemáticos. 

Segundo David Fowler, esta parte do diálogo Ménon é o primeiro texto directamente conhecido sobre a matemática grega, datando provavelmente de 385 a.C.. Escritos mais antigos não sobreviveram, e são conhecidos apenas através de referências de terceiros. 

MÉNON: Mas limitas-te a afirmar que não aprendemos nada, e que aquilo a que chamamos aprender não é mais do que recordar? Podes mostrar-me que assim é? 

SÓCRATES: Já te disse, Ménon, que és muito malicioso. Pedes-me uma lição, quando acabo de afirmar que não há ensino, que há apenas reminiscência. Pretendes fazer-me cair imediatamente em contradição comigo mesmo. 

MÉNON: De modo nenhum, Sócrates, por Zeus! Não tinha essa intenção e falei assim apenas por hábito. Se tiveres alguma maneira de me fazeres ver que é como dizes, mostra-mo. 

SÓCRATES: Não é fácil, mas gostaria de tentar, por amizade a ti. Chama um dos muitos escravos que te acompanham, aquele que quiseres, e far‑te‑ei ver o que desejas. 

MÉNON: De bom grado. (Dirigindo-se a um jovem escravo:) Vem cá. 

SÓCRATES: É grego? Fala a nossa língua? 

MÉNON: Perfeitamente; nasceu em minha casa. 

SÓCRATES: Presta bem atenção e vê se ele parece recordar-se ou se parece aprender comigo. 

MÉNON: Prestarei atenção. 

SÓCRATES: Diz-me, rapaz, sabes que esta figura é um quadrado? 


ESCRAVO: Sim. 

SÓCRATES: O quadrado tem estas quatro linhas iguais? 

ESCRAVO: Sim. 

SÓCRATES: E estas linhas que o atravessam pelo meio são também iguais? 

ESCRAVO: Sim. 

SÓCRATES: Uma figura deste género pode ser maior ou mais pequena? 

ESCRAVO: Certamente.


SÓCRATES: Se este lado tivesse dois pés de comprimento e este outro também, quantos pés mediria o todo? Repara bem: se este lado fosse de dois pés e aquele outro fosse de um pé somente, não é verdade que o espaço seria de uma vez dois pés ?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Mas, como o segundo é também de dois pés, não faz isso duas vezes dois?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Portanto, a figura é agora de duas vezes dois pés.
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Quantos são duas vezes dois pés? Faz a conta e diz-me!
ESCRAVO: Quatro.
SÓCRATES: Não seria possível ter uma figura dupla desta, mas semelhante, tendo também todas as suas linhas iguais?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Quantos pés teria?
ESCRAVO: Oito.
SÓCRATES: Ora tenta dizer-me qual seria o comprimento de cada linha da nova figura. Nesta, a linha tem dois pés; quantos terá a linha da figura dupla?
ESCRAVO: É evidente, Sócrates, que terá o dobro.
SÓCRATES: Vês, Ménon, que não lhe estou a ensinar nada e que me limito a interrogá-lo? Neste momento ele julga saber qual é o comprimento do lado que dá um quadrado de oito pés. Concordas comigo?
MÉNON: Sim.
SÓCRATES: Mas sabe-o?
MÉNON: Certamente que não.
SÓCRATES: Ele julga que esse lado é o dobro do precedente.
MÉNON: Sim.
SÓCRATES: Agora observa como ele se vai recordar duma maneira correcta.
(Dirigindo-se ao escravo:) Responde-me. Dizes que a linha de comprimento duplo produz a figura de tamanho duplo? Repara: não me refiro a uma figura comprida aqui e curta ali. Pretendo um figura como esta, igual em todos os sentidos, mas que tenha uma extensão dupla, ou seja, de oito pés. Vê se ainda julgas que ela se obtém por duplicação da linha.
ESCRAVO: Penso que sim.
SÓCRATES: Esta linha estará duplicada se lhe juntarmos, a partir deste ponto, outra de igual comprimento?
ESCRAVO: Sem dúvida.
SÓCRATES: É então sobre esta linha que se constrói a figura de oito pés, traçando quatro linhas iguais?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Tracemos então quatro linhas iguais, tomando esta para modelo. Eis uma figura que tu dizes ter oito pés?
ESCRAVO: Certamente.
SÓCRATES: Mas não contém ela quatro quadrados iguais ao primeiro, o qual tem quatro pés?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Qual é então a sua extensão? Não é quatro vezes maior?
ESCRAVO: Sem dúvida.
SÓCRATES: Uma coisa quatro vezes maior do que outra é o dobro dela?
ESCRAVO: Não, por Zeus!
SÓCRATES: Então o que é?
ESCRAVO: O quádruplo.
SÓCRATES: Portanto, dobrando a linha, não se constrói a figura dupla, mas sim quádrupla.
ESCRAVO: É verdade.
SÓCRATES: E quatro vezes quatro são dezasseis, não são?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Então com que linha obteremos uma figura de oito pés? Esta deu-nos uma figura quádrupla, não deu?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: E aquela linha com metade do comprimento deu-nos uma figura de quatro pés?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Muito bem. E uma figura de oito pés não é dupla desta e metade daquela?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Não terá então uma linha maior do que esta e menor do que aquela?
ESCRAVO: Penso que sim.
SÓCRATES: Correcto. Responde sempre conforme a tua opinião. Ora diz‑me, não tinha a primeira linha dois pés e a segunda quatro?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Portanto, para a figura de oito pés, é necessária uma linha mais comprida do que a de dois pés mas mais curta do que a de quatro.
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Tenta dizer-me qual o seu comprimento.
ESCRAVO: Três pés.
SÓCRATES: Para que a linha tenha três pés basta juntar, a esta, a metade do seu comprimento: dois pés mais um pé. E, neste lado, também dois pés mais um pé. Eis a figura que tu pretendes?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Mas se a figura tem três pés neste lado e três pés naquele lado, não é ela de três vezes três pés?
ESCRAVO: Parece que sim.
SÓCRATES: E quantos são três vezes três pés?
ESCRAVO: Nove.
SÓCRATES: Mas, para que a figura fosse dupla da primeira, quantos pés deveria ter?
ESCRAVO: Oito.
SÓCRATES: Então não é ainda a linha de três pés que nos dá uma figura de oito pés?
ESCRAVO: É verdade que não.
SÓCRATES: Que linha é então? Tenta dizer‑no‑la exactamente, e se preferires não fazer contas, mostra‑no‑la na figura.
ESCRAVO: Por Zeus, Sócrates, não sei!
SÓCRATES: (Voltando-se para Ménon:) Vês, Ménon, a distância que ele já percorreu no percurso da reminiscência? A princípio, não sabendo o lado do quadrado de oito pés, que aliás ainda não sabe, julgava sabê-lo e respondia com segurança, como se soubesse, sem qualquer sentido da dificuldade. Agora tem consciência do seu embaraço e, embora não saiba, pelo menos não julga que sabe.
MÉNON: Tens razão.
SÓCRATES: Não está ele agora em melhor posição relativamente àquilo que ignorava?
MÉNON: Também admito que sim.
SÓCRATES: Embaraçando-o, e entorpecendo-o como faz a tremelga, ter‑lhe‑emos causado algum dano?
MÉNON: Creio que não.
SÓCRATES: Pelo contrário, ajudámo-lo a descobrir a sua posição relativamente à verdade. Agora, como ignora, terá prazer em procurar; enquanto que anteriormente ele não hesitaria em dizer e em repetir com confiança perante uma multidão que, para duplicar um quadrado, se deve duplicar o lado.
MÉNON: É provável.
SÓCRATES: Crês que ele se disporia a procurar e a aprender uma coisa que ele não sabia, mas que julgava saber, antes de se ter sentido embaraçado por ter tomado consciência da sua ignorância, e de ter sentido o desejo de saber?
MÉNON: Não creio, Sócrates.
SÓCRATES: Portanto, o entorpecimento foi-lhe proveitoso.
MÉNON: Sou dessa opinião.
SÓCRATES: Observa agora o que esse embaraço o vai fazer descobrir, procurando comigo, sem eu lhe ensinar nada, pois tenciono apenas interrogá‑lo. Vê se consegues surpreender-me a dar-lhe ensinamentos ou explicações, em vez de me limitar a pedir a sua opinião.
(Dirigindo-se ao escravo:) Diz-me, rapaz, temos então aqui uma figura de quatro pés? Compreendes?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Podemos juntar-lhe este outro, que lhe é igual?
ESCRA VO: Sim.
SÓCRATES: E ainda este outro, igual a cada um dos dois primeiros?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: E podemos completar a figura, colocando este outro neste canto vazio.
ESCRAVO: Perfeitamente.
SÓCRATES: Não temos nós agora quatro figuras iguais?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Todas juntas, quantas vezes são maiores do que esta?
ESCRAVO: Quatro vezes.
SÓCRATES: Mas nós pretendemos uma figura dupla; lembras-te?
ESCRAVO: Sem dúvida.
SÓCRATES: Estas linhas, que vão dum ângulo a outro, não dividem ao meio cada um dos quadrados?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Eis, portanto, quatro linhas iguais que delimitam um novo quadrado.
ESCRAVO: Vejo.
SÓCRATES: Repara bem: qual é a extensão deste quadrado?
ESCRAVO: Não sei.
SÓCRATES: Estas linhas não dividem ao meio cada um dos quadrados? Sim ou não?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: Quantas destas metades há no quadrado do meio?
ESCRAVO: Quatro.
SÓCRATES: E neste aqui?
ESCRAVO: Duas.
SÓCRATES: O que é quatro em relação a dois?
ESCRAVO: O dobro.
SÓCRATES: Quantos pés tem então este quadrado?
ESCRAVO: Oito.
SÓCRATES: E sobre que linha foi ele construído?
ESCRAVO: Sobre esta linha.
SÓCRATES: A linha que vai dum ângulo a outro no quadrado de quatro pés?
ESCRAVO: Sim.
SÓCRATES: A esta linha os sofistas chamam a diagonal. Se este é o seu nome, dizes que a figura dupla se forma sobre a diagonal.
ESCRA VO: Assim é, Sócrates.
SÓCRATES: Que te parece, Ménon? Exprimiu ele alguma opinião que não tivesse tirado de si próprio?
MÉNON: Nenhuma; tirou tudo do fundo de si próprio.
SÓCRATES: E, contudo, ele não sabia, como há pouco verificámos.
MÉNON: É verdade.
SÓCRATES: Então estas opiniões estavam algures dentro dele, não estavam?
MÉNON: Sim.
SÓCRATES: Portanto, quem não sabe tem dentro de si opiniões verdadeiras acerca daquilo que ignora.
MÉNON: Parece que sim.
SÓCRATES: Ao serem despertadas, as opiniões verdadeiras tem o efeito dum sonho. Mas se as mesmas questões lhe forem postas frequentemente e de diversas maneiras, poderás estar certo de que chegará a possuir um conhecimento tão exacto como o mais sabedor.
MÉNON: É o que parece.
SÓCRATES: Saberá sem que ninguém o ensine, mediante um simples interrogatório, encontrando a ciência no seu próprio interior.
MÉNON: Sim.
SÓCRATES: Mas encontrar em si mesmo a ciência não será recordar-se?
MÉNON: É.
SÓCRATES: E não terá, ou adquirido nalguma ocasião, ou sempre tido, a ciência que agora possui?
MÉNON: Sim.
SÓCRATES: Ora, se sempre possuiu o conhecimento então sempre soube. E, se o adquiriu nalguma ocasião então não foi nesta vida. Ou, acaso, alguém ensinou geometria ao teu escravo? Aliás, repetiria com todas as demais ciências o que acaba de fazer com a geometria. E, então, quem foi que o instruiu relativamente às ciências? Poderás responder-me, pois ele nasceu, como disseste, em tua casa, e aí cresceu.
MÉNON: Asseguro-te que ninguém lhe ensinou nada.
SÓCRATES: E, todavia, ele possui efectivamente tais conhecimentos. Ou, acaso, achas que não?
MÉNON: Sim, caro Sócrates, é manifesto que os possui.
Retirado de HISTÓRIA DA MATEMÁTICA,
Maria Fernanda Estrada, Carlos Correia de Sá,
João Filipe Queiró, Maria do Céu Silva e Maria José Costa,
Universidade Aberta, 2000
(Pág. 342-350)




No Ménon, Sócrates interroga um jovem escravo e leva-o a descobrir como duplicar a área de um quadrado.

Porquê um escravo?


porque, sendo escravo, está garantido à partida que nada aprendeu nesta vida, de modo que fica provado que todo o conhecimento que venha a revelar deve ser uma recordação de uma vida anterior. 

Com este episódio o que é que Platão consegue mostrar?
  • que conhecemos verdades matemáticas que não aprendemos nem pelo ensino nem pela experiência
  • que os seres matemáticos são um exemplo das verdades imutáveis e universais que podemos aprender por recordação
  • que, por isso, deve existir um reino de verdades absolutas e imutáveis, fonte e base de todo o nosso conhecimento.

Mas, que papel desempenham as Matemáticas no Ménon?


  • elas funcionam, em primeiro lugar, como método. Já na primeira tentativa de determinar a essência da virtude se recorre, como prova, à definição da figura. Na segunda parte do diálogo, onde Sócrates e Ménone enfrentam novamente o problema de saber o que é a virtude, é outra vez ao exemplo das matemáticas que recorrem. Ainda não sabem o que é a virtude mas, como o que fundamentalmente lhes interessa é saber se pode ser ensinada, Sócrates formula o problema de outro modo, ao perguntar qual deverá ser a natureza da virtude, para que seja susceptível de ser ensinada. Trata-se assim de recair no conhecido postulado de que a virtude não é mais que um saber. E de novo é invocado o exemplo dos geómetras em apoio deste método. 


  • elas são tidas em conta para ilustrar o tipo de saber que Sócrates se propõe como objectivo. Este tipo de saber tem em comum com as matemáticas o facto de não estar submetido ao campo do perceptível. Sócrates explica-o a Ménone, fazendo com que o escravo, um homem novo sem qualquer cultura embora não desprovido de talento, descubra por si próprio, mediante perguntas apropriadas, a regra do quadrado da hipotenusa com base numa figura toscamente desenhada no chão. Esta experiência constitui o momento mais brilhante do diálogo. Platão deixa-nos contemplar as reflexões que levam Sócrates à aceitação da existência de um conhecimento não redutível à experiência sensível. Como é natural, sem o auxílio de Sócrates, o jovem jamais teria dado os passos necessários à descoberta daquela complicada realidade matemática. Antes de compreender a verdadeira razão do problema, o escravo incorre em todos os erros em que forçosamente cai toda a inteligência que não tem outro horizonte senão o que lhe é aberto pelos sentidos. Mas, por fim, a certeza brota do seu interior. E não é do ensino mas da consciência da necessidade das relações matemáticas em causa que essa convicção resulta. 

(...)
Para Platão, a missão da filosofia era descobrir o conhecimento escondido atrás do véu da opinião, das aparências, da mudança e da ilusão do mundo temporal. Nesta tarefa a matemática ocupava um lugar central, pois o conhecimento matemático era o exemplo perfeito do conhecimento independente dos sentidos, conhecimento de verdades necessárias e eternas.

No livro Meno, de Platão, Sócrates questiona um jovem escravo e leva-o a descobrir que a área do quadrado grande (v. figura) é o dobro da área de ABCD,cuja diagonal tem o comprimento do lado do quadrado grande. Como é que o jovem escravo sabe isto? Sócrates afirma que o rapaz não o aprendeu nesta vida mortal; por isso o seu conhecimento deve ser uma recordação da vida antes do nascimento.



Para Platão, este exemplo mostra que existe conhecimento verdadeiro, conhecimento do eterno. Platão argumenta que:

  1. Conhecemos verdades da geometria que não aprendemos nem através da educação nem da experiência; 
  2. Este conhecimento é um exemplo das verdades imutáveis e universais que, realmente, aprendemos e reconhecemos; 
Assim, deve existir um reino da verdade absoluta e eterna, a fonte e a base do nosso conhecimento do bem
Davis, Philip J. e Hersh, Reuben, A Experiência Matemática, Ciência Aberta, n.º 75, pág. 305-306
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Platão, Platão & Platão


Platão (Escola de Atenas)
Se pensamos como pensamos a culpa toda é de Platão, qualquer tentativa de elucidar os fenômenos e mistérios no mundo ocidental só ele poderia nos dar melhores explicações..
(...)De acordo com os astrônomos, umas 4.000 estrelas podem ser percebidas à vista desarmada, numa noite serena. É de se supor que um bom observador lá nos primórdios da civilização, após associar o aparecimento repetitivo dos astros com acontecimentos ânuos importantes, tenha criado e utilizado símbolos zodiacais como fonte de poder sobre sua comunidade. Desde sempre houve pretensos videntes ou adivinhos que se valiam da ingenuidade humana para utilizá-la a favor de suas artes divinatórias. Criaram-se desta forma, mitos, religiões, submissão, revolta e obviamente curiosidade, o que levou outros seres humanos a estudar o assunto e transformar o saber em conhecimento.


Astrologia 
"o estudo das relações entre as posições relativas dos orbes celestes com os fatos terrestres, especialmente, mas não exclusivamente, com os fatos que concernem à vida humana. "
"astrologia pode ser definida como um sistema simbólico que relaciona o macrocosmo (os Planetas) e o microcosmo (o indivíduo na Terra)."

Estava pensando esses dias sobre astrologia, maçonaria, entra década e sai década já se foram séculos e grande parte da população permanece fiel ao horóscopo, as cartas, simpatias, mapa astral, rituais...eu que não levo a sério essas coisas mas tem horas que penso: mas será que existe, será que não existe, tem sentido, de onde vem isso, é charlatanismo, etc. Graças a Goethe e suas poesias fui convencida a crer na magia e Jung me deu mais uma claridade espiritual, mas tinha que ter alguém mais capaz pra dar alguma base séria a essas superstições, os mistérios, a maçonaria, pois bem, trouxe Platão um grego muito cheio de sabedoria pra explicar sobre as origens dessas primeiras crenças com seu Timeu. Aproveitei pra colecionar algumas imagens antigas de artistas que o retrataram os costumes da época sobretudo o figurino. Catei alguns símbolos da maçonaria que achei interessante relacionar, trouxe lindas figuras, manuscritos de museus, não posso dar nenhuma conclusão a favor ou contra ou se tem alguma verdade ou tudo é mera ficção, pesquisei muito mais por afinidade a arte antiga, nosso mundo é uma linda fábula imaginária e tudo pode ser como pode não ser, desejo boa leitura e não se impressionem pois a mente  humana adora uma ficção.

(...)Desde a Pré-História, o homem sempre teve a necessidade de desenvolver uma cultura mística. O medo do desconhecido e a necessidade de dar sentido ao mundo que o cercava, levaram o homem primitivo a criar sistemas de crenças e rituais “mágicos”. O homem buscava o significado dos fenômenos da Natureza e de sua própria existência.


(...)Os fenômenos da Natureza e os astros (Sol, Lua, Estrelas), sempre exerceram curiosidade, atração e respeito no homem primitivo. Os hominídeos do Paleolítico divinizavam as forças da Natureza. No período Neolítico, além da Natureza, os hominídeos criaram novos deuses, sempre relacionados ao universo que os envolvia. Com o advento da agricultura (cerca de dez mil anos atrás), o homem percebeu que a vida das plantas obedecia a um determinado ciclo, comandada pelos astros, no céu, e que havia um momento propício para arar, semear e colher. Eis aí, o nascedouro da Astrologia. Porém, há registros das fases da Lua inscritas em ossos, quinze mil anos atrás, na Mesopotâmia (terra entre os rios Tigre e Eufrates).


(...)É bem conhecida a influência que sofreu a astrologia de certa visão de mundo encontrada em Platão, especialmente no diálogo Timeu. Bouché-Leclerq, no seu grande estudo L’Astrologie Grecque, trata do Timeu como o diálogo de Platão que mais influenciou a história da astrologia. Também Olavo de Carvalho, em seu livro Astros e Símbolos, cita um trecho do Timeu como “norma e bússola a fixar a verdadeira direção e vocação dos estudos astrológicos [...]”. Vemos, assim, que desde o nascimento da astrologia até os dias atuais, o Timeu de Platão vem influenciando o pensamento astrológico.








O diálogo Timeu comporta uma cosmologia, isto é, descreve e procura argumentar a favor de uma forma de compreender o cosmos, e com isso a totalidade do universo, especialmente no que toca o seu nascimento.  Trata-se da descrição do nascimento do universo a partir de certos argumentos primordiais que conduzem e orientam a investigação. 
Certamente que raras pessoas gostam de uma investigação mais a fundo, aqui esta o resumo do Timeu

Os três pontos do Timeu que corroboram a visão astrológica do mundo. 
1) O universo é teleológico, isto é, ele tem uma finalidade, o bem e o belo, e as posições dos orbes celestes e toda a realidade apenas manifestam sensivelmente esse bem supremo. 
2) A alma do mundo e a alma do homem são isonômicas, isto é, têm estruturas semelhantes. 
3) A felicidade do homem é encontrada quando ele consegue imitar nas revoluções de sua alma as revoluções inteligíveis dos orbes celestes.
 Esse site aqui foi a minha fonte da postagem, explica tudo e mais um pouco quem quiser se aprofundar mais, um assunto complexo e inspirador, não sei como o povo antigo era tão capaz de pensar essas coisas, haja imaginação e espírito curioso http://espacoastrologico.wordpress.com/o-timeu-de-platao-e-os-primordios-da-astrologia/


Platão (Escola de Atenas)
Platão, parece que era bonito segundo relatos, era meio bipolar, ora muito mal humorado, talvez pelo senso crítico super desenvolvido, um ser muito racional que tudo questionava, um tipo que seria o chato hoje.


Um mosaico muito bonito



Platão, Aristóteles e Galeno
Manuscrito árabe, Mesopotâmia, s. VIII





Platão, Aristóteles, Sêneca e Ca 1330 Ms Hunter, 231 Glasgow University Library


Manuscrito de "Timeu"  Oxford Biblioteca Bordleian 



O demiurgo forja a alma do mundo a partir de uma mistura de três grandes gêneros, o gênero do Mesmo, o do Outro e o do Ser0.  Colocando essa mistura em um grande vaso, ele retira porções matematicamente harmônicas para formar a alma do mundo e com ela dois círculos astronômicos: o círculo do Mesmo (o equador celeste) e o círculo do Outro (a Eclíptica).  Platão, pela boca de Timeu, começa a descrever os fundamentos metafísicos de alguns dos conhecimentos astronômicos de sua época. Timeu coloca esses dois círculos em forma de X, lembrando assim a angularidade que há entre o equador celeste e a eclíptica.  O círculo do Mesmo (o equador celeste) tem o seu movimento sempre igual (do oriente para o ocidente), e carrega junto de si o círculo do Outro (a eclíptica), mesmo este tendo o movimento contrário ao dele (do ocidente para o oriente).  O demiurgo ainda vai fazer sete divisões no círculo do Outro, formando assim os círculos por onde trafegam os planetas, que serão forjados posteriormente e instalados nessas sete divisões, produzindo assim a noção de tempo cronológico22, que ainda não existia.
Depois de o demiurgo criar os planetas, incluindo o sol e a lua, e também depois de criar as estrelas fixas, todos esses sendo deuses feitos de fogo, ele lhes designa a tarefa de criar os outros seres vivos que povoarão a terra. A criação deve respeitar o modelo inteligível e copiar no sensível as quatro raças correspondentes aos quatro elementos: a da água (animais marinhos), a do ar (pássaros, etc) e da terra (animais terrestres) – a raça do fogo já havia sido criada, são os próprios deuses-estrelas.



Ao final do diálogo, como conclusão, Platão parece querer apenas reforçar o que ele já disse na passagem citada e também durante todo o Timeu:
"Em tudo, só há um meio certo de cuidar seja do que for: conceder a cada coisa a alimentação e os movimentos adequados. Os movimentos semelhantes com a porção divina dentro de nós são os pensamentos do todo e as revoluções circulares.  São essas que cada um de nós deverá seguir, para corrigir os circuitos que ao nascimento se iniciaram erroneamente em nossa cabeça, o que se consegue com o estudo da harmonia e das revoluções do universo e com igualar a parte pensante, em conformidade com sua natureza original, ao objeto do pensamento e, com isso, alcançar, no presente e no futuro, a meta proposta aos homens pelos deuses"

Platão.  Manuscrito de Timeu.  Bordleian Oxford Biblioteca.  digby23 ms, fol 052ar








simpósio de Platão Anselm Feuerbach, 1873 Nationalgalerie, Berlim






Simpósio de Platão Gigola Giambattista ca. 1790 Musei di Storia Arte e Civici, Brescia





Famosa Caverna de Platão s. XVI  Musée de la Chartreuse, Douai


Academia de Platão Mosaic s. BC Villa T. Siminius Stefanus, Pompeia Museo Archeologico Nazional em Nápoles



Cena final de Platão Alcebíades, bêbado, com ciúmes  olhando Sócrates, escondido e protegido. É o resultado de um texto irônico é sobre o amor verdadeiro. Pietro Testa, 1648 
Esquerda: caneta de desenho. Musée du Louvre, Paris


Abaixo Alcibíades estourando no banquete esboço Rubens, ca. 1602 Metropolitan Museum, NY
Naquela época a filosofia era regada aos banquetes e era costume os homens serem bi, culturalmente não havia ainda convenções morais, pra eles era normal, tudo corria tranquilo na sexualidade, os valores mudaram depois da instituição religiosa ter reprimido o paganismo e os deuses mitológicos, mas até que ainda demorou muito chegar na Grécia..Paulo quando foi pregar em Coríntio foi ridicularizado pelos gregos, eles achavam ilógico as argumentações de uma religião monoteista.





Acima: Platão em sua mesa na frente de Theoberto Ambriascente e outros. 
Abaixo: T. Ambriascente puxando uma torre depois de ler o tratado de Platão sobre a imortalidade da alma MMW, 10 A 11, fol. 026r, Livro 1, 22



Acima: Sócrates e Platão, a família da criança, que está em seu berço. 
Abaixo: Platão em sua biblioteca e os livros da divisão tríplice da filosofia:. natural, moral e racional 
MMW, 10 A 11, fol. 365v, Livro 8, 4


Poetas perseguindo Platão. Direita: Detalhe MMW, 10 A 11, fol. 055v, Livro 2, 14

MMW, 10 A 11, fol. 379v, Livro 8, 13 Ilustração da idéia de Platão de que somente aqueles que são bons podem ser deuses.Poetas deve ser banido para escrever ficção desonrosa sobre a bondade dos deuses (que estão lendo e sendo expulsos). Deuses bons e ruins nas colunas. Tito Latino perde seu filho fica doente (na cama) como punição por não fazer o que foi ordenado em um sonho.Sacrifício de animais aos deuses.


















(...)Na Idade Média os astrólogos eram chamados “mathematici”, pois a Astrologia era a aplicação mais importante da matemática. A prática da medicina era baseada na determinação astrológica do tratamento adequado, portanto os médicos também eram matemáticos Tycho Brahe. A Astrologia e a Astronomia eram, de início, um mesmo estudo. Tycho Brahe, por exemplo, nascido em 1546, era médico e astrônomo em Copenhague, mas também astrólogo do rei da Hungria.





(...)Na Maçonaria, a presença da Astrologia é patente. Um exemplo são as Doze Colunas do Templo (Rito Escocês Antigo e Aceito), que correspondem aos Signos do Zodíaco. O Zodíaco é uma faixa celeste imaginária, que se estende entre oito a nove graus em cada lado da eclíptica e   que com esta coincide. Eclíptica é o caminho que o Sol, do ponto de vista da Terra, parece percorrer anualmente no céu. Essa faixa foi dividida em doze casas de trinta graus cada uma, e o Sol parece se mover um grau por dia. 


 Os Planetas conhecidos na Antiguidade (Mercúrio à Saturno) também faziam parte do Zodíaco, pois suas órbitas se colocavam no mesmo plano da órbita da Terra.  O Zodíaco então é dividido em Doze Signos, que são percorridos pelo Sol, uma vez por ano. Os Signos representam o aprendizado percorrido pelo maçom, desde sua iniciação na Ordem até o Grau de Mestre Maçom.



O maçom, em seu caminho iniciático, pode percorrer e aprender com as características de cada Signo do Zodíaco:
 Áries: representado por Marte e pelo Fogo – é o fogo interior, a força que estimula o crescimento e o desenvolvimento;
 Touro: representado por Vênus e pelo elemento Terra – é a matéria, na qual se dá a fecundação, a elaboração interior;
Gêmeos: representado por Mercúrio e pelo Ar – é a criatividade, a versatilidade, a engenhosidade e a vitalidade criadora;
 Câncer: representado pela Lua e pela Água – é o aprendizado em relação à tenacidade e a cautela;
Leão: representado pelo Sol e pelo Fogo – é o emprego da razão com base crítica;
Virgem: representado por Mercúrio e pelo elemento Terra – é o emprego do espírito analítico;
Libra: representado por Vênus e o Ar – simboliza o equilíbrio entre os dois pólos, que são a construção e a destruição;
Escorpião: representado por Marte e a Água – simboliza emoções e sentimentos como o rancor e a obstinação;
Sagitário: representado por Júpiter e pelo Fogo – simboliza a mente aberta e o julgamento crítico;
Capricórnio: representado por Saturno e pelo elemento Terra – simboliza determinação e perseverança;
Aquário: representado por Saturno e pelo Ar – simboliza o sentimento humanitário e solidariedade;
Peixes: representado por Júpiter e pela Água – simboliza o desprendimento das coisas materiais.
O iniciante maçom, também pode observar como aprendizado, as características de cada Planeta:
 Sol: Regente do signo de Leão. Simboliza a vida, marca o signo do nascimento. Símbolo de autoridade, de poder, de orgulho e de desenvolvimento.
 Lua: Regente do signo de Câncer. Tal como o Sol, representa a vitalidade física e o grau de evolução, principalmente na área psíquica.
Mercúrio: Regente dos signos de Gêmeos e Virgem. Na mitologia grega (e romana), Mercúrio é o mensageiro dos deuses do Olimpo. É o planeta da inteligência, da adaptabilidade, regendo a vida mental. Mercúrio marca a adolescência do ser humano.
Vênus: Regente dos signos de Touro e Libra. Vênus era a deusa do amor, da beleza e das artes.
Marte: Regente dos signos de Áries e Escorpião. Deus da guerra, Marte simboliza a energia, a vontade de empreender, a coragem, a ação, que pode chegar à violência. Potencial de agressividade, sobre o espírito de conquista. Rege a indústria, o fogo, o ferro.

Júpiter:
 Regente do signo de Sagitário (e, secundariamente, Peixes).  Pai e soberano dos deuses do Olimpo, Júpiter reina sobre as leis e a religião. É o planeta da autoridade, do êxito social e das honras, da burguesia. Com Mercúrio partilha o domínio sobre a razão e sobre o intelecto. Júpiter marca a idade madura do ser humano.
Saturno: Regente do signo de Capricórnio. Deus do Tempo, Saturno marca a velhice do indivíduo. Representa a paciência, a prudência, a meditação, espírito cientifico, e a solidão. Desempenha um papel na doença, na fatalidade, na ruína, no isolamento. Num sentido positivo, Saturno apóia os esforços de longa duração, o trabalho obstinado, a capacidade de organização.
Seguem-se os planetas de descoberta recente:
Urano: Regente do signo de Aquário. A descoberta deste planeta, no final do século XVIII, coincide com vários fatos históricos que perturbaram o mundo: Revolução Francesa, Guerra da Independência nos Estados Unidos, inicio da Revolução Industrial, etc. Urano é o planeta de todas as mudanças. Rege o progresso, as invenções, as reformas, as ciências.
Netuno: Regente do signo de Peixes. Deus dos oceanos, Netuno é o planeta das águas, das viagens marítimas, dos lugares aquáticos e simboliza o que é vago, impreciso. A sua ação tanto se exerce nas grandes correntes de pensamento, nas reformas, como também no caos e na anarquia.
Plutão: Regente do signo de Escorpião. Descoberto em 1930, Plutão é o planeta mais afastado do nosso sistema solar pelo menos, segundo os conhecimentos atuais. Plutão assinala as metamorfoses profundas e representa as forças psíquicas, misteriosas e violentas. É um fator de destruição e de possível regeneração.




Ocultismo, Hermetismo e mitologia grega



Hermes é um dos doze deuses do Olimpo, mensageiro dos deuses, correspondente ao deus Mercúrio dos romanos, filho de Zeus com Maia, uma das plêiades, filhas do gigante Atlas. Hermes criou a lira, cujo som encantou o deus Apolo, que trocou seu rebanho e o caduceu (bastão com duas cobras entrelaçadas e duas asas na parte superior) por ela. Ganhou também, de Apolo, o dom da profecia, obtido em troca da Flauta de Pã. Era protetor dos pastores e seus rebanhos, dos cavalos e animais selvagens. Mais tarde tornou-se deus dos viajantes, dos comerciantes e dos ladrões.
O Hermetismo baseia-se na figura de Hermes Trismegisto, que combinava aspectos do deus Hermes com os do deus egípcio Thot (deus da sabedoria, representado com a cabeça de íbis).
Materia Prima Lapidis Philosophorum

Alquimia 

Muitas pessoas foram pra fogueira por causa do paganismo e os rituais antigos foram considerados bruxaria, coisa do mal, etc..as sociedade secretas preservam uma tradição antiga, esotérica. Sendo uma sabedoria com múltiplas complexidades termina que por ser chamada de oculta, como se fosse para mentes mais capazes de compreender tantas variáveis históricas e como são poucos os filhos de Deus que costuma ler nesse mundo, então o que fica é a fama mesmo de satanismo, etc se bem que tem gente doida pra tudo, se impressiona e distorce a essência..se o mal existe é a mente do homem mesmo poluída e egoista que esta pronta a agir sempre que contrariada.


Curiosidades complementares


Segundo Pitágoras, o que vemos no mundo é apenas aparência os pitagóricos e Platão iniciaram a percepção da forma real do cosmo e o problema foi chamado "o segredo da construção do dodecaedro". O quadrado da hipotenusa é igual a soma do quadrado dos catetos, isto é, a2=b2+c2. Segundo acreditavam muitos pitagóricos, místicos e esotéricos, a hipotenusa do triângulo seria a base para formação do pentágono, o qual tem inscrito a estrela de 5 (cinco) pontas, chamado "o pentagrama místico". Segundos os antigos, a famosa estrela de cinco pontas, formada pela hipotenusa do número irracional seria uma chave de passagem a universos paralelos, portais, mundos de acesso e passagem ao infinito do universo..Platão chamava EIDOS, as formas que encimam o ordenamento desse mundo real inteligível, que tem logo abaixo os objetos matemáticos, como disse Galileo, não me canso de repetir, a natureza é escrita em caracteres matemáticos, é preciso olhar e ver números por todos lados, objetos matemáticos e figuras geométricas, enfim, o mundo real, conhecido pelo intelecto e não o mundo das aparências, conhecido pelos sentidos, o mundo das cópias, das cópias das cópias, dos simulacros, conforme o sistema das ideias e os mundos de conhecimento de Platão e assim como ele ilustra com o mito da caverna, ou ainda, a caverna de Platão, estamos então cegos, presos nessa escuridão colorida, uma prisão maravilhosa, sem dúvida, pois cheia de cores, mas tudo que vemos pelos sentidos nada disso é real, são cópias e falsas cópias do verdadeiro mundo, o mundo das formas e dos objetos matemáticos. Hoje é um segredo que pode ser revelado.

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Eu acredito que a moda deve ser divertida, criativa e acima de tudo, confortável. Quer seja casual, roupa diária ou especial como um vestido de noite super chik, uma decoração da sua sala de estar ... Confortável e em harmonia, você vai ficar bem. É muito simples.

O motivo desse blog existir, assim meio confuso, cheio de diversidades nos temas é porque gosto de ciências, história, astronomia, esoterismo, antiguidades, gosto da criação, invenção, inovação, de qualquer tipo e necessito consumir muita informação sobre esses temas pra continuar existindo, é uma paranóia e amo compartilhar, caso tenham alguma dúvida ou sugestão basta passarem um email annahelena@hotmail.com.br, adoro responder todos..colaborem amigos! by Anna Helena